sexta-feira, 13 de agosto de 2010

N - NAMÍBIA








O que dizer de um país que nos surpreende a cada curva, pessoa ou momento? Não é à toa que a Namíbia é dos destinos mais procurados por quem visita África. Não é um acaso o facto de ser um dos mais evoluídos e socialmente mais estáveis do mais promissor dos continentes. Africanos e brancos vivem em considerável harmonia. Ambos entendem que não vivem sem o outro. País seguro, limpo, organizado. Mágicos desertos ou esplêndidas praias, estimulantes safaris ou belos parques, natureza esplêndida e bizarra são alguns dos interesses de um grande país com pouco mais de 1,5 milhões de habitantes e que, virado para o atlântico, está “entalado” pela África do Sul, Botswana, Angola e um ‘cheirinho’ de Zâmbia. Voltarei, sem dúvida.
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sábado, 31 de julho de 2010

M – MUNDIAL 2010




Ao caos esperado pelo mundo, respondeu a África do Sul com uma organização (obviamente, controlada pela FIFA) acima das expetativas mais pessimistas. Mas daí a ser um estrondoso sucesso, vai uma certa distancia. Nem com muita boa vontade.
Face ao monumental relaxe, que foi gerido com paciência de todos, sobraram problemas (destacaram-se as claras falhas em termos de segurança, mas valeu o secular bom relacionamento entre o ANC e inúmeros grupos radicais – sim, terroristas – desde o tempo do Apartheid) que a tal paciência e boa vontade foram ajudando a suprir.
Ainda assim, este povo também se fez notar pela boa vontade e inúmeros sorrisos. E um orgulho imenso pelo que o país conseguiu. Houve ainda o condão de negros e brancos estarem unidos como nunca (bom, como no Mundial de râguebi de 1995, que o país conquistou em casa), em harmonia no apoio aos Bafana Bafana. Se excluirmos as mais-do-que-irritantes-e-incompreensivelmente-populares-vuvuzelas, o primeiro mundial em África (em vida, não imagino outro neste continente) vai, tanto pelo melhor como pelo pior, deixar saudade...
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quinta-feira, 29 de julho de 2010

L - LESOTO






“Lesoto (antiga Basutolândia) é um pequeno país da África Austral, encravado no interior da África do Sul. Tem um dos mais altos índices mundiais de contaminação do Vírus HIV. Incrustado na África do Sul, montanhoso e sem saída para o mar, é o antigo Reino da Basutolândia, um dos países etnicamente mais homogéneos da África: 99% de sua população é da etnia basoto. Os locais vivem da agricultura e criação de ovelhas nos montes Drakensberg, que domina a maior parte do território e atingem mais de 3.000 metros de altitude. É bastante dependente da África do Sul. O dinheiro enviado por seus cidadãos empregados nas minas e fábricas sul-africanas representa 26% do PIB”, in Wikipédia.

Assim descrito, quase nem dá vontade de lá ir. Quase… É a eterna questão da importância do que os nossos olhos vêm e o coração sente. E em Maseru, a capital, vi e senti a melhor das áfricas. Gente muito sociável e extremamente afável. Ficou por ver o que mais desejava, as paisagens de cortar a respiração do Reino das Montanhas. Thats why i’ll be back 
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K – KRUGER





Não tem a magia de Ngorongoro ou Serengueti (Tanzânia), mas, para quem procura emoções fortes com animais selvagens, é um bom principio. A paisagem é diferente, não permite vislumbrar tantos espécimes do nosso imaginário, mas o Kruger torna-se mais “popular”: é consideravelmente mais barato e prático, pois, ao contrário da Tanzânia, aqui é possível levar carro próprio, já que o parque tem estradas asfaltadas. Obviamente, é proibido sair da viatura. É mais turístico e menos natural, mas o que importa quando podemos encontrar inúmeros encantadores animais?
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J – JARDIM




Soa a repetitivo, mas é de elementar justiça. A madeirense família Jardim foi inexcedível comigo, fazendo-me sentir em casa, em Bloemfontein, já em férias, a caminho do Lesoto. Gabriel (pai e filho), Maria Rosa e Patrícia foram naturais, amigos e conquistaram um lugar no meu peito. Ainda recordo aqueles momentos de magia ao piano…. Obviamente, meus braços abertos para quanto visitarem o Porto.
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quarta-feira, 28 de julho de 2010

I – Irreverência





Cada vez mais, os mundiais de futebol (e não só) têm destas coisas: adeptos que apostam mais em brilhar na festa do que propriamente a apreciar a essência do desporto. Na África do Sul os adeptos confirmaram isso mesmo. Quem é que, no seu perfeito juízo, vai apreciar um espetáculo de futebol de qualidade “extra” e passa a tarde/noite com os beiços na vuvuzela???
Antes dos jogos, brilha quem traja da forma mais bizarra, quem revela maior imaginação. Durante o jogo, as objetivas continuam à procura de “cromos” e beldades. Nas bancadas é uma festa e, acreditem, há muitos jogos em que são mais os foliões na assistência do que os “indefetíveis” torcedores pela sua seleção.
Profissionalmente, é uma delícia falar com a grande massa de irreverentes que várias horas antes do desafio já está a dar espetáculo.
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segunda-feira, 26 de julho de 2010

H – Holanda





O planeta gosta de “laranjas”, mas a sua mecanização foi emperrada pela Espanha, consensualmente uma justa vencedora do Mundial2010. À terceira final esperava-se que os “netherlanders” (holandeses são habitantes de uma região dos Países Baixos, uma nação que nós, em Portugal, chamamos, erradamente, Holanda) chegassem finalmente ao título, mas ainda não foi desta. Pena que uma equipa de vistoso futebol de ataque tenha dado aquela imagem na final: foi muita “fruta” nas canelas espanholas, algo que beliscou a sua imagem. Mesmo assim, continua a ser a “laranja” que conquista a simpatia e o respeito de todo o mundo. Foi uma das poucas seleções a apresentar um futebol positivo, aquele que motiva as pessoas a ir ao estádio. Nas bancadas, os seus adeptos voltaram a ser dos mais irreverentes, coloridos e animados.
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