quarta-feira, 30 de junho de 2010

GAME OVER





Citação:
"Portugal abandonou o Mundial2010 deixando um rastro de palidez, defraudando as expectativas dos que apostavam na qualidade do seu jogo e futebolistas, especialmente o “capitão” Cristiano Ronaldo, que não “apareceu” na África do Sul.
Na altura do sorteio da fase final, em dezembro, muitos vaticinaram o que veio a suceder - segundo lugar no Grupo G atrás do Brasil e afastamento pela campeã europeia Espanha nos oitavos de final – mas a verdade é que o desempenho luso soube a pouco e a seleção regressa a casa sem glória, com toda a justiça e naturalidade.
A equipa de Carlos Queiroz colocou-se em bicos de pé na altura de traçar objectivos ambiciosos – quase todos os 23 convocados falaram no título ou meias-finais – porém quando teve adversários à altura das suas aspirações, não teve estofo nem ambição para os bater.
Bastava um triunfo contra um destes “grandes” mundiais e tudo poderia eventualmente ser diferente, mas provavelmente não muito, pois a equipa nunca encheu as medidas, exceptuando o invulgar 7-0 à Coreia do Norte, mais fruto do desnorte asiático do que de um deslumbrante conjunto português.
O habitual descontrolo verbal dos atletas na definição de metas acabou por virar-se, mais uma vez, contra a equipa na hora de fazer o balanço de nova participação que soube a pouco.
Portugal tem merecido a admiração do mundo pela beleza do seu futebol ofensivo, no entanto a verdade é que se apresentou neste mundial com clara tração atrás: Queiroz quis começar a construir a equipa pela defesa, área em que até foi forte, mas esqueceu-se de que sem golos as vitórias dificilmente surgem.
Contra adversários do seu “tamanho”, os “navegadores” retraíram-se quando deviam fazer peito e ficaram em branco frente à Espanha, Brasil e Costa do Marfim: pior ainda, é que poucas situações de perigo criou, deixando a clara impressão de ter estado bem longe de vencer qualquer um desses desafios.
A maior frustração, principalmente para Eduardo, é ter sido afastado da prova ao primeiro golo sofrido: o problema é que na fase a eliminar não há mesmo margem para erros e os detalhes decidem.
Muitos olham para Cristiano Ronaldo como o D. Sebastião da seleção, só que o melhor do mundo em 2008 e segundo em 2009 nunca esteve à altura dos desafios e responsabildiades, impotente para dobrar o Cabo da Boa Esperança lusitano na prova e terminando o Mundial sem verdadeiramente cá “estar”.
O “capitão”, cujo estatuto alguns contestam, surgiu como a estrela mais mediática do Mundial2010, batendo a concorrência, porém, na seleção de Portugal, continua a ser uma sombra do que tem sido no Real Madrid e foi no Manchester United.
O mais caro futebolista da história marcou apenas dois golos nestes dois anos da era Queiroz e, desde que brilhou no Euro2004, tem vindo a descrescer de produção em cada fase final.
A presença lusa ficou igualmente marcada por “casos”, que começaram no afastamento do lesionado Nani que em Lisboa disse que numa semana estaria recuperado, seguindo-se Deco a contestar as opções de Carlos Queiroz após o empate na estreia com a Costa do Marfim.
Quando chegou o fim da linha de Portugal no Mundial2010, Cristiano Ronaldo também não assumiu o estatuto e muito menos as responsabilidades, “chutando” para Carlos Queiroz as justificações da eliminação.
Entre as deceções de Cristiano Ronaldo, Simão, Deco (falhou dois jogos por lesão) ou Liedson e as confirmações de Tiago, Raul Meireles e os centrais Ricardo Carvalho e Bruno Alves, fica a certeza de que Eduardo é um guarda-redes à altura de Portugal e que outro “plebeu”, Fábio Coentrão, acabou com o eterno problema de ausência de um lateral esquerdo de classe mundial.
Até porque há uma geração em fim de linha, agora é tempo de renovação na seleção, ficando por saber se a regeneração do futebol português vai prosseguir sob a alçada de Carlos Queiroz".
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terça-feira, 29 de junho de 2010

Mama África





Publicidade à parte, Mama África é um dos locais OBRIGATÓRIOS para quem tem o grande privilégio ou excelente ideia de visitar a Cidade Cabo, certamente a mais bela da África do Sul. Já por lá tínhamos passado três vezes nesta incursão na zona austral de África durante o Mundial210 e obtivemos sempre a mesma resposta: “Tem reserva? Então volte outro dia”.
Frustrado, colecionei o mesmo numero de cartões por cada tentativa falhada. Até que me decidi a ligar e marcar mesa. Bingo! Conseguimos para o próprio dia, algo impossível ao fim-de-semana. Era segunda-feira...
Marquei jantar para as 21:30, liguei a adiar para as 22:15 e chegamos perto das 23:00. Pensei que a cozinha já estava fechada. Afinal o problema foi que já não tínhamos mesa. Estava tudo cheio. Recordo que aqui, na África do Sul, janta-se habitualmente entre as 17:00 e 19:00. De qualquer forma, a simpatia dos funcionários desbloqueou a situação e em cinco minutos já estávamos confortavelmente instalados.
A excelente musica ao vivo (a banda é fenomenal e os ritmos quentes africanos impedem-nos de ficar sentados) é um dos condimentos diários do espaço, que é restaurante e bar.
Foi aqui que experimentei carne de crocodilo, que saboreei mais um bom vinho, que dancei e, em final de noite, até fui abordado por uma “quenga”, a quem dei “troco” (leia-se, simpatia) durante 10 minutos, até lhe dizer que perdia tempo e dinheiro comigo.
A meia-luz numa decoração em típica selva africana – com palhotas e exemplares de animais selvagens nas paredes e tetos – a juntar à musica, espírito de festa e “calor” dos que aqui vêm, fazem do Mama África uma experiencia memorável.
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Gelo



Eis que quando pensamos ter visto de tudo, há sempre margem para a surpresa. Mesmo que em pequenos gestos do dia a dia. Tínhamos voltado ao elegante Balducci (restaurante italiano no turístico, mas cativante Waterfront) para novo suculento jantar. Decidi atacar, novamente, uma pasta com frutos do mar. Uma delícia. Mesmo! Obviamente, até porque é picante, só poderia ser regada por um bom vinho local. O pedido foi feito – “mas tem de ser geladinho”, vincámos – e, acreditem, o “desconto” nos nossos bolsos não foi pequeno. Mas há momentos que merecem cada “rand”. À “patrão”, satisfeitos por ter vencido mais um dia de desafios vários no trabalho, vamos a fazer o brinde e… o vinho não estava mais do que simples e desconsoladoramente “fresquito”. Entramos em pânico 
A simpatia de Bo desarmou-nos para qualquer protesto. Então, verdeiros gentlemen lusos, ainda pedimos gelo, para refrescar consideravalmente o resto do néctar ainda na garrafa. Minimizar o prejuízo, claro está. Minutos depois, eis que somos novamente surpreendios pela sorridente BO, que nos deixou, por breves momento, sem reacção.
Em vez de nos trazer o “frappé” replecto de água em estado cubicamente sólido, trouxe um copo de “caipirinha” replecto de cubos de gelo. Pois…
Querida BO, no curso de etiqueta não te ensinaram que em Portugal somos uns esquezitinhos de primeira e não misturamos água com o mais precioso dos néctares?
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Viva o Futebol! Viva a Argentina!





O nosso amigo Paulo (Sapo) caiu-lhe em cima como um verdadeiro predador. Pronto para a “guerrinha”, qual comando de G3 em punho, os disparos sucediam-se a um ritmo hiper-vertiginoso. Com orgulho, o nosso companheiro exibiu as centenas de fotos que tirou desta musa no primeiro jogo da Argentina. Consta que os “clicks” já ultrapassaram o milhão. Consta também que ainda não sabe o resultado do desafio, pois não tirou os olhos de bancada. Pudera!!
Por falar em tirar… eis que Pamela David – uma “coelinha” do país das pampas – decidiu mostrar todo o apoio à seleção de Maradona, Messi & Cia. Pena que em Portugal as irritantes vuvuzelas andem na boca de todos os “cromos” e esta moda “Pamela David style” não seja seguida fielmente pelas nossas esbeltas fãs.
Daqui o meu sentido voto de protesto! Entretanto, duas fotos em que vos desafio a encontrar as “10 diferenças”
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Wild Experience



Estava a ponto de, finalmente, entrar no doce mundo dos sonhos, quando a minha tranquilidade foi abruptamente interrompida.
Era tarde, estava exausto, cansado, exaurido, pelo que apenas conseguia vislumbrar, no máximo, por metade de uma vista. De escova de dentes em punho, atirava-me convictamente aos excessos (leia-se restos de comida) de mais um dia em que orguhosamente me tratei bem.
De repente eis que… algo de anormal foi detectado. Fiquei incrédulo. Suspenso. Parecia tratar-se de um objeto de dimensões bíblicas!! E, não quero mentir – e muito menos exagerar -, mas parecia que se movia.
Despertei num ápice e, numa reacção imediata e enérgica, degladiei-me com o “estranho” até o retirar do seu covarde esconderijo. Segundos depois, tinha ganho a hércula batalha.
Preparava-me para festejar. Até que olhei, orgulhosamente, para a vítima da minha determinação. Teria, sem exagero uns 10 mm. E tinha, seguramente, um ar selvagem. Só aí percebi que o era de facto. Foi a “wild experience” mais louca em Cape Town. Rebobinando mentalmente o filme do dia, não havia dúvias. Era mesmo o que estava a pensar. Tratava-se de… CROCODILO!!
Era verdade, tinham sido inúmeras as dentadas que lhe tinha encrustrado. Tinha-o dominado com uma verocidade digna de entrar no “top 5” das maiores carnificinas da história.
Apesar da luta que deu, tinha sido transformado em espetada e, garanto-vos, ombreou certamente com aquelas fantástica feitas de polvo ou marisco. Belo crocodido! Deixou saudades… hei-de repetir!
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sábado, 26 de junho de 2010

Horse Riding II – A Dolorosa Experiência



Foi duro, mas descobri, da pior das formas, as desvantagens de trotear. Ou, melhor ainda, de ser um novato nisto de trotear. Não, não me refiro a trotear uma canção. Falo em montar. Não, também não. Não se trata “desse” montar. Refiro-me, tão simplesmente, a andar a cavalo.
O trio-maravilha da Lusa uniu-se no firme propósito de avançar mais uma fase no domínio da arte equestre e a Sarah não teve alternativa a aguentar-se com a nossa ousadia.
Pela parte que me toca, no doloroso, mas estimulante balanço final devo confessar algumas feridas de “guerra”. É verdade que o terreno era algo acidentado, mas presumo que o problema esteja mais relacionado com a minha requintada arte de montar.
Entusiasmado, lá “piquei” o cavalo a acelerar e o Rubi fez-me a vontade. A excitação inicial rapidamente deu lugar a múltiplos “ui’s”, de cada vez que o meu corpo voltava à sela que entalava os vulgar e carinhosamente denominados “guizos” (a primeira palavra que me ocorreu para prevenir que menores de 21 anos leiam palavras inadequadas neste blogue).
“OOOOHHHHHHHHHWWWWW” foi a palavra que Rubi diversas vezes me ouviu vociferar com a determinação de quem tem algo dolorosamente “encravado”. À terceira ou quarta tentativa, decidi a típica “fuga para a frente”. Acho que será menos doloroso subir um degrau nesta arte até ao desenfreado galope. Duvido que seja tão traumatizante.
Entretanto, não posso deixar de recordar a beleza do cenário (desta vez saímos da quinta) e a curiosidade da nossa caminhada ter sido acompanhada pelos cavalos que não estavam selados, sempre, sempre atrás dos seus amiguinhos equídeos que tinham a honra de transportar tão ilustres figuras lusitanas.
Saliento ainda o facto da nossa caminhada de uma hora ter sido seguida com curiosidade por uma série de babuínos. Sem duvida, uma sensação sui generis ter macacos a seguir os nossos passos, espreitando, curiosos, a cada árvore.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010

TRISTES FIGURAS



Mas a história não acaba aqui: há sempre “tugas” capazes de nos envergonhar. Quem vasculhe o lixo do vizinho (restos, falo de restos) para o reciclar numa história fantasiada que depois conta orgulhosamente aos amigos como um feito heroico.
Depois de circular e arejar noutras paragens do amplo, mas apinhado bar, deparo-me novamente com a predadora… nos braços de um tuga, um “novo rico” com um sorriso de orelha a orelha e mãos ávidas de toque. Realmente, não faltava superfície para explorar…
Mais ou lado, outros “chaços” (não estou a avaliar a personalidade das senhoras, que, aliás, me pareceram simpáticas, mas apenas a sua atitude e aparência exterior) também surgiam “enrolados” nos afáveis braços de mais tugas, alguns já visivelmente alcoolizados. No meio daquela multidão, eram os únicos a afiambrar-se em cenas consideravelmente tristes e que motivavam o riso e chacota dos demais.
Quem não tinha direito a saborear tão exóticas companhias, sorria de forma cúmplice para os amigos, certamente casados/comprometidos, como que aprovando a anormalidade que estavam a cometer. Belo, sem duvida.
Espero que nada disto seja genético, pois estes tuguinhas fazem realmente cada figurona….
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