
E se um dia acordasse e me apetecesse ver a abertura do Mundial2010 de futebol “in loco” e sem bilhete? Na altura pareceu-me uma ideia gira, mas talvez inexequível. Pois. Talvez
Faltavam duas horas para o pontapé de saída e nem sabia se ia arranjar bilhete. Mas, com mais ou menos persuasão, lá o arranjei. O problema estava resolvido. Mas, mesmo assim, decidi testar o sistema.
Portátil aberto nas mãos, kit multimédia (mochila) às costas e lá fui eu do Media Center para o Soccer City, um curto trajeto de uns 200 metros. De sorriso em sorriso, fui passando pelas várias barreiras de segurança sem que me pedissem o bilhete. E sem parar sempre que o alarme tocava ao passar mais uma barreira de segurança. Continuei de taxa arreganhada e ritmo apressado até surgir a primeira dúvida quanto ao caminho que deveria seguir, já no estádio.
- “Por aqui. Faça o favor de subir ao primeiro andar”, disse-me o “voluntário” ladeado por oito jovens trajadas para noite de gala.
Não tardei a perceber que estava na zona VIP. Descobri que também há “tias” na África do Sul e que é má ideia não poder comer (séria crise intestinal, entretanto já debelada) e estar em local onde o vai e vem de exótica e gostosa comida nos tenta a cada olhar.
Desesperado (pudera!!), tentei por todos os meios sair daquele paraíso, mas foi o cabo dos trabalhos, confesso. Finalmente, minutos depois já estava em frente à escadaria que dava acesso às bancadas. Inspirei e, como de costume, avancei “à patrão”, a melhor forma de fazer as coisas por estas bandas.
Em segundos, estava já nas bancadas, sem que ninguém me pedisse o bilhete. Estava apenas munido da credencial do mundial que, em teoria, não dá para ver qualquer jogo, apenas para andar em zonas “especiais”.
Sorrio, dou um passo para trás, retiro o bilhete junto da credencial e peço que me indiquem o lugar. Finalmente, eficazes. Hã! E acabei na ultima fila (a mais alta) do estádio em que uns 85.000 vibraram com uma noite que África há décadas suspirava.
Outros colegas portugueses – cuja identidade, evidentemente, não interessa revelar – tiveram experiencia parecida. Houve quem tivesse entrado no relvado através da bancada, junto ao público. Tranquilamente, sem mostrar qualquer bilhete.
terça-feira, 15 de junho de 2010
E se…?
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Credenciais de jornalista... Nostalgia.. Lembro-me dos bons velhos tempos em que, certa noite de queima, mudei de nome para poder ser jornalista!
ResponderEliminarTu com o teu ar de Zulu na zona Vip ... já te estou a imaginar com esse sorriso heehehehe
ResponderEliminarEnfim .. mas lá conseguiste arranjar o teu lugar e cá para mim ficaste é sentado em cima de uma Vuvuzela!!!
Já te estou a ver... seu penetra! ;))
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