
Quando a beleza surge de surpresa, com contornos ímpares, é natural que voltemos a recordar temas que nos fazem felizes. É em situações destas que, sortudos e honrados, nos sentimos maiores do que o Ser, mas, no fundo, com tal cenário, percebamos de igual modo o quão pequenos e insignificantes podemos ser.
A estela cadente a que me refiro não é Cristiano Ronaldo – só invisto o meu tempo com e com quem é realmente importante – mas sim os meteoros que pegam fogo pelo imenso atrito criado à entrada na atmosfera, emitindo assim luz própria que faz com que sejam vistos.
A felicidade foi servida aos meus olhos em dose dupla. Uma ainda no Botswana e outra na Namíbia. Com vastas regiões desérticas, ausentes de civilização, sobram os lugares para contemplarmos o mais espectacular dos céus.
A primeira foi, sem dúvida, a que mais me encheu o peito: a cair mesmo à nossa frente e a desfazer-se ao entrar na atmosfera. Como fogo de artifício. Não era uma “estrela cadente” distante. Esticando os dedos, juraria que lhe podia tocar…
Um sereno sentimento de plenitude...
A segunda experiência, muito semelhante, igualmente sob o vislumbre da via láctea, mas sem o mesmo impacto na explosão. Fica-se pelo 9.9 na nota técnica
Sob os meus pés, árido solo africano. Acima do meu olhar, todo um sistema solar que, devidamente apreciado em lugar VIP, satisfaz e realiza os sonhos de qualquer exigente imaginário.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Estrela cadente
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