
Quando regressamos de Swakopmund e Walvis Bay, onde nos deliciamos com as dunas do Namibe, a noite ia já avançada e não havia muitos locais para jantar.
Windhoek é uma cidade muito bem organizada, simpática e com alguns restaurantes de “culto” e assim surgiu a ideia do Portuga, um espaço com fama – por nos comprovada – de boa comida.
Ao descer os quatro degraus da estrada para a entrada do restaurante, três donzelas cortavam na casaca a alguém e coraram com a nossa saudação na língua que nos une.
Segundos depois, percebemos que se tratava de um grupo ‘aventura’ na Namíbia, “escoltado” por Gonçalo Cadilhe, o homem que tem aberto horizontes e fronteiras a muitos leitores que seguem com agrado as suas invejadas viagens pelo mundo.
Ficamos na nossa – dadas as famintas circunstâncias, não trocaria aquele vinho e moelas por nada – mas foi possível constatar que quando desconhecidos se juntam para uma aventura em comum nem sempre as coisas correm de feição. Era o jantar de despedida. Sentiu-se boa disposição e já um certo ar de saudade. Apreciei o facto do grupo incluir turistas (para ser viajante, é preciso bem mais do que pagar um programa) de terceira idade.
Ao que foi possível apurar nos quatro dias em Windhoek, são cada vez mais os portugueses que se enamoram pela Namíbia. Seja para viver ou simplesmente para explorar os seus múltiplos pontos de interesse.
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Gonçalo Cadilhe, “O Portuga”
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário