
- “Vais encontrar o Pina, um ‘gajo’ cinco estrelas que te ajudará em tudo o que for preciso”, disse o Pedro Sousa Pereira.
Vindo de quem vem, não duvidei das referências. Ao chegar à África do Sul, bastaram umas horas para confirmar as sabias palavras.
O António Pina, jornalista multifacetado que já passou por todas as áreas e diferentes tipos de órgãos de informação, foi um verdadeiro companheiro e cúmplice nesta jornada mundialista. Partilhou alegrias, frustrações, opiniões e, no fim, ainda arranjou uma cereja de um tamanho e sabor que nenhum bolo podia comportar.
- “Se quiserem ir à Namíbia, é para já. Só tenho de pedir uma semana de férias e arrancamos logo após o fim do Mundial”. Dito e feito.
No seu musicalmente bem instruído Toyota RAV 4 passamos juntos mais de 4.000 km por entre deserto, savana, cidades, animais selvagens… Uma verdadeira odisseia.
Pina prescindiu regularmente das suas muy apreciadas horas matinais de sono para se pôr a caminho para mais uma etapa da dura, mas recompensadora aventura. Pena termos de regressar à “pressa” por imperativos de vôo para Portugal. Foram 2000 os quilómetros a fazer à pressa em África. E não é fácil.
Recordarei com saudade a odisseia para encontrar o gelado que tanto desejava e o seu fetiche pelo Wimpy, uma das cadeias de fast food que vai permitindo aos viajantes comer a horas impróprias, quando tudo o resto está fechado.
Como bem sabes, companheiro, as portas de minha casa estão e estarão sempre abertas para ti. Cá te aguardo.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Pina, o nosso António
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