
Após umas cinco horas de viagem rumo ao Botswana, Pina lembrou-se que lhe faltava o registo de propriedade automóvel.Poderíamos ser forçados a voltar para trás e prosseguir viagem no dia seguinte. Aterrorizei.
Ainda assim, confiei que o optimismo pode fazer milagres e assim foi. Passamos sem stress. Pelo menos em relação ao documento do carro.
Já a deixar o lado sul africano da fronteira, revistaram a viatura e verificaram que seguiam a bordo três portáteis e outras tantas maquinas fotográficas, além de telemóveis. Forçaram-nos a voltar e a registar tudo isso. Não nos agradou a ideia, mas garantiram-nos problemas no posto fronteiriço do Botswana, caso não o fizéssemos. Anuímos. Não tínhamos alternativa.
Pior foi quando pedimos o livro dos registos. Só havia um e estava já a ser utilizado por outro casal. Acabamos por esperar uns 15 minutos. Queriam também o número de série de cada equipamento registado. Imaginamos o que seria se tivéssemos chegado depois de um autocarro de turistas japonenses. Teríamos de pernoitar na fronteira, certamente.
Resolvido o imbróglio, siga para o Botswana. Bem dispostos, lá preenchemos todos os requisitos até que obrigaram a Estela, a primeira a apresentar o passaporte e o talão de emigração, a preencher o local de estadia no país. Dissemos e insistimos que ainda não tínhamos, que deveríamos procurar mal entrássemos no país. Não quis saber, sem isso não poderíamos entrar. Atónitos com tal atitude da pouco simpática senhora, respondemos de pronto: a Estela foi buscar uma das 1001 brochuras de estadia no posto fronteiriço, escolhemos o melhor hotel e já está. Nas “barbas” dela. “Gaborone Inn”. Surpreendentemente, nem um comentário. Pelos vistos, assim já está tudo bem.
Ainda tínhamos de tratar de papelada para circular com o carro. Mesmo precisando de apenas uns dois dias para atravessar o país rumo à desejada Namíbia, fomos forçados a comprar três distintas autorizações de circulação que continuamos sem entender muito bem. Ainda bem que este é tido como o país melhor organizado de África. Burocracia é coisa que não os atrapalha. Afinal, sempre dá emprego a mais uns quantos.
No último controlo, nem nos pediram passaporte. Perguntaram por equipamentos de luxo, dissemos que os tínhamos registado (só não dissemos que apenas o fizemos no lado sul africano) e, com aberto sorriso, fomos convicados a entrar no país.
Botswana, here we go!
quarta-feira, 14 de julho de 2010
FROTEIRA ÁFICA DO SUL - BOTSWANA
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