Até hoje, o mundial de futebol apenas por uma vez tinha sido realizado fora da Europa ou América do Sul, continentes expoente máximo da modalidade. Foi em 2002 com a organização mista Coreia do Sul e Japão.
Desta vez coube à África do Sul o complicado repto de organizar o segundo maior evento do planeta, a seguir aos Jogos Olímpicos.
Se descontarmos naturais falhas tipicas de um povo com uma cultura e forma de estar relaxadamente diferentes – para não falar das irritantes vuvuzelas que, espero, descansem em paz para todo o sempre – o país saiu-se melhor do que o esperado. Houve festa, não se registaram problemas de segurança de maior e a competição foi razoável, apesar do domínio do futebol “cuidadoso”, menos ofensivo.
A cerimónia de abertura foi estimulante, muito bela, apenas manchada pela ausência de ultima hora de “Madiba”, pois nesse mesmo dia faleceu uma bisneta em acidente automóvel.
A poucos dias de completar 92 anos, o Nobel da Paz Nelson Mandela acabou por satisfazer muitos milhões por todo o planeta e apareceu no Soccer City de Joanesburgo para uma breve aparição: não falou, mas acenou e sorriu imenso. Foi saudado nas bancadas com um contínuo “Madiba, Madiba, Madiba”, forma pela qual é carinhosamente tratato.
Mais uma vez, foi lindo estar presente. Uma cerimónia com muita cor, ritmo, música e dança, espelhando o que de melhor tem o Continente. Ainda assim, diria que, em gíria futebolística, levou 7-1 do que vi em Pequim2008, mas trata-se de realidades completamente distintas.
Ke Nako!!
PS: Espanha venceu bem.
terça-feira, 13 de julho de 2010
Final Campeonato do Mundo2010
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